Categoria: Tecnologia

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Uma visão do futuro

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Exemplo de câmera inteligente em ação na China. Graças aos seus algoritmos, essas câmeras são capazes de analisar com profundidade e reconhecer em tempo real os objetos da imagem.            Foto: Quartz

Os dias dos olhos humanos supervisionando linhas de produção e zelando pela segurança, quantidade e qualidade de produtos estão contados.

Estão contados também os dias de atuação das câmeras tradicionais, aquelas que captam as imagens e nos auxiliam no controle remoto de estoques, de embalagens e na fiscalização de lugares e pessoas.

Ambos darão (de fato, já estão dando) lugar às câmeras inteligentes – máquinas capazes não só de captar diversas imagens como as câmeras tradicionais, como também de analisá-las com a complexidade do cérebro humano graças aos avanços da inteligência artificial.

Câmeras inteligentes reúnem o melhor dos dois mundos: captam imagens objetivas como fazem as câmeras tradicionais e são capazes de analisá-las com a profundidade de um analista humano.

Dessa forma, problemas complexos podem ser analisados e resolvidos em tempo real sem a necessidade de um operador humano. E o que é melhor: diferentemente da mão-de-obra humana, as câmeras inteligentes não estão sujeitas ao cansaço mental, ao sono e a distrações; e, em oposição às câmeras tradicionais que apenas captam imagens e solucionam problemas simples (como leitura de código de barras), câmeras inteligentes podem obter dados mais complexos e tomar decisões a partir das imagens captadas.


Como funciona uma câmera inteligente

Uma câmera inteligente é composta por partes que replicam o sistema visual humano: a câmera (2, na imagem a seguir) atua como um olho, capturando imagens; o microcomputador e o software de inteligência artificial (respectivamente 3 e 4 na imagem a seguir) replicam as nossas redes de neurônios do cérebro, processando e analisando, graças a um algoritmo próprio, as imagens captadas.

A MVISIA é especialista no desenvolvimento e aplicação de câmeras inteligentes personalizadas para os mais diversos tipos de negócio. A imagem abaixo detalha o funcionamento de um dos nossos sistemas de câmeras.

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Câmera inteligente ESOS desenvolvida pela MVISIA


Aplicações de uma câmera inteligente

Graças à flexibilidade proporcionada pelo desenvolvimento de algoritmos próprios, câmeras inteligentes podem ser personalizadas para o uso em todos os tipos de negócio.

Elas podem, por exemplo, atuar na seleção detalhada e automática de mudas e produtos agrícolas para o agronegócio, reduzindo as taxas de erro e os custos com mão-de-obra humana.

Outra aplicação comum é no varejo: câmeras inteligentes podem analisar em tempo real necessidades e condições de estoque em lojas e supermercados. Elas podem ainda ser aplicadas no setor industrial, na área da saúde e na segurança.

Essa vasta gama de possibilidades de aplicação – aliada aos custos acessíveis e maior eficiência – tem feito as câmeras inteligentes ganharem o mercado ao redor do mundo. Basta um par de olhos comum para ver que o futuro pertence, de fato, a elas.


Quer saber como uma câmera inteligente impactaria o seu negócio?

Acesse o nosso site (http://mvisia.com.br/index.html) e entre em contato conosco para conhecer nossas soluções e projetos personalizáveis para a sua empresa!

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Tecnologia: aliada da natureza e dos produtores nacionais

Quinto maior território, sexta maior população e nono maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo, o Brasil é um país de dimensões imensas. Assim como as nossas florestas, campos e cidades, o agronegócio nacional também tem proporções gigantescas: segundo dados da OMC (Organização Mundial do Comércio), somos o terceiro maior exportador de produtos agrícolas e os maiores produtores de laranja, café, carne bovina e açúcar do mundo.

Tal presença no mercado internacional repercute fortemente na economia nacional. Basta uma breve olhada nos números para constatarmos a importância do agronegócio no Brasil: quase um quarto de todas as riquezas nacionais (PIB) são frutos do desempenho do setor; mais de 40% de todas as nossas exportações são oriundas de produtos agrícolas e aproximadamente um em cada cinco trabalhadores brasileiros é empregado pela cadeia produtiva do agronegócio (trabalhadores do campo, fornecedores de insumo, compradores de matéria-prima e empresas responsáveis pelo processamento para a inserção destes produtos no mercado mundial). São mais de 19 milhões de empregos gerados de um total estimado de 91 milhões de trabalhadores ativos no Brasil.

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Brasil é o líder mundial na produção de diversos produtos agrícolas, como é o caso da laranja. Foto: Shutterstock

Com números e impactos tão expressivos, é inegável o fato de que o agronegócio é uma das principais – e mais produtivas – engrenagens da economia nacional. No entanto, também não se pode negar que ainda há muita margem para melhorar a eficiência, a sustentabilidade e os resultados do setor.

Somos, por exemplo, o país que mais desmata no mundo: entre agosto de 2016 e julho de 2017, foi desmatada – só na Amazônia – uma área de quase 3.000km², número equivalente ao dobro do território da cidade de São Paulo. E boa parte deste desmatamento acontece para a expansão do agronegócio.

Porém, os investimentos do setor em tecnologia vêm trazendo ganhos de produtividade e evitando cada vez mais o desmatamento. De 1991 a 2017, a produção de grãos e oleaginosas subiu 312%, mas a área plantada cresceu apenas 61%. À medida que a tecnologia avança, a tendência é de ganhos ainda maiores tanto para os produtores quanto na preservação da natureza brasileira.

Nos últimos anos, tecnologias de visão computacional – aliadas à inteligência artificial – vêm se popularizando entre produtores ao redor do mundo. Máquinas dotadas de tais tecnologias podem, por exemplo, identificar doenças e problemas de nutrição nas mudas das plantas. Isso permite aos agricultores corrigir os problemas logo no início e dedicar as áreas de plantio às mudas saudáveis, diminuindo, assim, o desmatamento – e aumentando a eficiência de suas safras.

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Floresta de eucaliptos na Espanha. Tecnologias de visão computacional identificam as mudas saudáveis da planta, diminuindo, assim, o desperdício de áreas de plantio com eucaliptos doentes. Foto: ekaterinvor

O futuro do agronegócio passa, portanto, pelo investimento em inovações tecnológicas e na aplicação intensiva de novas tecnologias. Mantendo-se as tendências atuais, as perspectivas para o aumento da eficiência e da sustentabilidade do setor são animadoras – o mercado promete se tornar mais produtivo e competitivo, contribuindo ainda mais para a geração de empregos e participação no PIB nacional.

 

Fontes e referências:

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-a-industria-riqueza-do-brasil/noticia/2016/12/agronegocio-brasileiro-emprega-19-milhoes-de-pessoas.htmlhttps://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/participacao-do-agronegocio-no-pib-e-a-maior-em-13-anos-estima-cna.ghtml
https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/brasil-perdeu-espaco-no-mercado-agricola-mundial-afirma-omc.ghtml
http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/en/c/992186/
http://databank.worldbank.org/data/download/GDP.pdf
http://envolverde.cartacapital.com.br/o-agronegocio-brasileiro-e-uma-potencia-mas-se-tornou-uma-ameaca-diz-artigo/
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-08/desmatamento-na-amazonia-cai-21-mas-aumenta-22-em-unidades-de-conservacao

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Das primeiras mecanizações à I.A. : como a tecnologia impacta o agronegócio

O ano era 1792, e um jovem engenheiro mecânico do estado de Massachussets, nos Estados Unidos, acabara de receber um convite para atuar como professor no estado da Carolina do Sul. Recém-formado em Yale, o jovem engenheiro Eli Whitney – empolgado para conhecer as grandes plantações do sul do país e ensinar as técnicas que aprendera nos anos de universidade – acabou prontamente aceitando o convite.

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Selo postal dos EUA com a imagem de Whitney – prova do apreço da nação pelas suas contribuições tecnológicas ao país. Foto: Shutterstock

Porém, quando Whitney viajava para a Carolina do Sul rumo à sua nova profissão, as coisas desandaram: ainda no navio, ele recebeu a notícia de que o salário que receberia trabalhando como professor seria cortado pela metade. Com pouco dinheiro e já a caminho do sul do país (mais de 1000 km separam Massachussets da Carolina do Sul), Whitney tinha poucas opções além de aceitar o emprego, ainda que o salário fosse metade do que esperava receber.

No entanto, quis o destino que essa mesma viagem acabasse reservando a Whitney uma sorte que mudaria a sua vida e a própria história dos EUA: no navio, o engenheiro conheceu Catherine Greene, rica viúva de um general da Guerra de Independência do país. Os dois ficaram amigos e, comovida pela situação de Whitney, Greene o convidou a se estabelecer no estado da Geórgia, onde ela possuía grandes propriedades rurais com plantações de tabaco e algodão.

Na época, o tabaco – um dos principais produtos de exportação do sul dos EUA no século XVIII – encontrava-se em declínio. A solução temporária encontrada pelos fazendeiros do sul para contornar a crise do tabaco era o plantio de algodão. Este, porém, jamais chegara a decolar no país até então, pois o processo de limpeza do produto após a colheita exigia um intenso trabalho manual que diminuía a produção e encarecia o seu preço final, tornando-o menos atrativo ao mercado.

Nas fazendas de Greene, após observar os processos de colheita, separação e limpeza do algodão, o jovem engenheiro Whitney teve uma ideia: construir uma máquina que realizasse o mesmo trabalho dos homens, porém de forma mais ágil e eficiente.

Em 14 de março de 1794, Whitney patenteou a máquina descaroçadora de algodão (“cotton engine” ou “cotton gin”), uma invenção tecnológica capaz de limpar algodão 200 vezes mais rápido do que mãos humanas. A invenção multiplicou a produção de algodão nos EUA, aumentando a produtividade de milhares de fazendeiros do sul e barateando o custo e o acesso ao produto no país.

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Versão mais moderna de máquina descaroçadora de algodão, a invenção de Whitney que revolucionou a produção norte-americana. Foto: Shutterstock

Histórias como as de Whitney e sua máquina descaroçadora fazem parte da longa relação que tecnologia e agricultura mantêm: desde as técnicas de irrigação no Antigo Egito até as mais modernas máquinas de inteligência artificial, invenções tecnológicas vêm mudando os rumos da história humana e multiplicando a produtividade e a eficiência do setor, garantindo o abastecimento e a alimentação de populações que não param de crescer.

Os desafios impostos ao setor agrícola hoje são maiores do que os enfrentados pelos estados do sul dos EUA na década de 1790. Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), a população mundial deve crescer para mais de 9 bilhões de pessoas em 2050 – e, para atender a toda essa demanda, a produção agrícola global terá de crescer cerca de 60% em comparação aos níveis de 2005 e 2007.

Inovações tecnológicas, start-ups e empresas atuando com tecnologia no setor são, portanto, muito bem-vindas. Assim como a máquina de Whitney revitalizou a indústria, a economia e os serviços do sul dos EUA, novas máquinas e tecnologias podem dar novo fôlego a velhos produtos e alterar para sempre a dinâmica de processos de controle e produção agrícolas.

Fontes e referências

http://www.fao.org/docrep/018/i3107e/i3107e03.pdf
https://www.biography.com/people/eli-whitney-9530201
https://www.thoughtco.com/agriculture-and-farm-innovations-4083329
https://www.thoughtco.com/american-farm-tech-development-4083328
https://www.farmcollector.com/equipment/ten-agricultural-inventions-in-farming-history
https://agvanwert.wordpress.com/2009/09/30/top-10-most-influential-people-in-agriculture-and-farming-history/
http://oficinadahistoriad.blogspot.com/2008/12/mquina-descaroadora-de-algodo.html