Quando ouvimos o termo “inteligência artificial”, normalmente imaginamos civilizações avançadíssimas de robôs inteligentes, carros voadores e sociedades futuristas. Mas deixe de lado por um instante as elaboradas ficções de filmes como “O exterminador do futuro”, “Star Wars” e “Eu, Robô” e pense nos dispositivos e plataformas que você já usa no dia-a-dia.

Ao abrir o seu Netflix, os filmes e séries que aparecem em destaque para você não são os mesmos que aparecem para os seus amigos. Ao usar o Facebook, o conteúdo que aparece na sua Página Inicial é baseado nos cliques e likes que você dá em notícias ou publicações de amigos. Quanto mais você ou outras pessoas usam essas plataformas, mais estas aprendem sobre as suas preferências e sobre as tendências de diferentes usuários. E é exatamente isso o que caracteriza a inteligência artificial (I.A.): a capacidade de aprender com base em novas e antigas informações, justamente como nós humanos fazemos. Basicamente, um sistema inteligente é capaz de ensinar a si mesmo e aprender com as próprias experiências.

artificial-1

Assim como pessoas, máquinas e computadores dotados de I.A. retêm informações e ficam cada vez mais inteligentes à medida que o tempo passa. Este processo de aprendizado é conhecido como machine learning. É possível programar uma máquina para que ela aprenda com suas tentativas e erros: após analisar milhares de exemplos e elaborar diversos algoritmos, o programa entende qual é o algoritmo mais efetivo para cada usuário ou situação. No caso do Netflix e do Facebook, por exemplo, esse tipo de tecnologia permite que a sua experiência nessas plataformas seja cada vez mais personalizada e agradável.

Apesar de muito semelhante a alguns dos nossos processos cerebrais, a I.A. apresenta algumas vantagens inegáveis em relação à inteligência humana: diferentemente do que acontece conosco, a inteligência artificial normalmente não sofre com perda de memórias, cansaço mental, excesso de informação, falta de sono e distrações. Ou seja, uma vez desenvolvida, ela pode executar tarefas de alto grau de complexidade e sofisticação (como, por exemplo, dirigir um carro) praticamente de forma ininterrupta. Além disso, usando processos conhecidos como deep learning e “redes neurais” – que imitam a forma como o cérebro humano identifica padrões – máquinas com I.A. podem acessar bancos de dados gigantescos e encontrar e interpretar informações com muito mais rapidez e eficiência do que nós.

Como resultado do desenvolvimento da I.A., diversas áreas da ciência vêm apresentando grandes avanços e setores produtivos vêm obtendo ganhos em eficiência e produtividade. É o caso, por exemplo, do setor agrícola.

Escrito por MVISIA

A MVisia desenvolve máquinas e sistemas baseados em visão computacional e inteligência artificial para qualificação de produtos agrícolas.