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Trabalhadores da indústria alimentícia devem respeitar rígidos padrões de higiene – ainda assim, setor está sujeito a crises de contaminação

 

Um pequeno pedaço de plástico vermelho encontrado dentro de uma barra de chocolate na Alemanha, em janeiro de 2016, custou dezenas de milhões de dólares à fabricante do produto, a empresa britânica Mars. Com receio de que mais barras estivessem contaminadas, a Mars fez um recall de seus produtos em mais de 55 países, causando grandes perdas econômicas e danos irreparáveis na reputação da empresa. Esse erro, no entanto, poderia ter causado problemas ainda maiores – crianças poderiam ter engasgado com o plástico e ter complicações de saúde.

Casos de contaminação ou de má-qualidade de produtos industrializados como esse não são assim tão raros: basta uma pesquisa rápida para se descobrir uma série de casos de contaminação com pelos de ratos, detergente e mofo em alimentos.

Mas como essas contaminações acontecem? Quais são os procedimentos de segurança e controle de qualidade e higiene que as empresas aplicam hoje em dia?

 

Controle de qualidade de alimentos

Parte do desafio da indústria alimentícia é garantir e manter a qualidade dos alimentos industrializados antes, durante e depois da embalagem, para que possam ser transportados e consumidos com segurança.

O processo de produção e controle de qualidade no setor alimentício, porém, não é simples. Afinal, é preciso se tomar cuidado com os aspectos biológicos, químicos e físicos dos alimentos. Se o manuseio não for feito corretamente, bactérias podem se instalar na comida. Peças ou resíduos de máquinas podem se soltar e se juntar aos alimentos durante a produção. Reações químicas de produtos usados para limpeza de máquinas e instalações podem também acabar contaminando a comida.

Diante de tantas possíveis complicações, empresas do setor adotam procedimentos rigorosos de controle. Todas elas são inspecionadas pela ANVISA no Brasil e devem apresentar à agência um POP (Procedimento Operacional Padrão) detalhado de todas as suas operações, desde a lavagem das mãos e condições de saúde dos funcionários até o detalhamento dos produtos usados para a limpeza de suas máquinas e instalações.

Seguir tais diretrizes – essenciais para a garantia de bem-estar e saúde dos consumidores e, portanto, indispensáveis – demanda bastante tempo e dinheiro das empresas e, ainda assim, o controle de qualidade ainda está sujeito a falhas e subjetividades humanas. Novas tecnologias de inteligência artificial, como as câmeras inteligentes, podem garantir com maior eficácia e eficiência a qualidade dos alimentos, desde a sua produção até a embalagem.

 

Visão computacional e novas tecnologias

Diferentemente do maquinário atual empregado no setor, câmeras inteligentes são capazes não só de captar imagens e resolver problemas simples, como também de analisar situações complexas.

Uma câmera inteligente pode ser programada para encontrar qualquer produto destoante do padrão de qualidade estabelecido. Ela pode analisar, sem a presença de um operador humano, o formato, cor, tamanho e textura dos alimentos e decidir se estes apresentam algum risco de má-qualidade ou contaminação. Caso uma câmera inteligente identifique problemas nos alimentos, ela pode interromper ou travar as máquinas para que o problema seja identificado e sanado.

Em um setor tão complexo e importante como o alimentício, cada centavo investido em tecnologia pode melhorar não só a qualidade dos produtos, como também evitar que pequenos acidentes tenham impactos devastadores. Afinal, neste ramo, um pequeno pedaço de plástico, um pedaço de pão mofado ou resíduos de produtos alergênicos podem derrubar até mesmo gigantes multinacionais.

Escrito por MVISIA

A MVisia desenvolve máquinas e sistemas baseados em visão computacional e inteligência artificial para qualificação de produtos agrícolas.